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  • Nísia Trindade, de saída do Ministério da Saúde, disse nesta quarta-feira (26) que a demissão não depõe contra seu trabalho no governo. Segundo ela, o presidente Lula (PT) informou que optou pela saída para fazer uma mudança no perfil da pasta —Alexandre Padilha, hoje na articulação política, deve assumir o posto no dia 6.A gestão de Nísia vinha sendo alvo de pressão de parlamentares e críticas internas no governo, ante o desempenho na epidemia de dengue, a falta de algumas vacinas e medicamentos e a avaliação de que a pasta precisa se mobilizar melhor em crises sanitárias e tem potencial para criar políticas de mais visibilidade.Padilha, que já ocupou a Saúde no governo Dilma Rousseff, deve ter como prioridades o programa Mais Acesso a Especialistas —aposta do governo para ajudar a melhorar a popularidade do presidente— e administrar as demandas de deputados e senadores na Saúde: em 2024, mais de 40% do orçamento da pasta foi para emendas parlamentares. A troca também deve disparar uma reforma ministerial mais ampla no governo.O Café da Manhã desta quinta-feira (27) discute o estado da Saúde no governo Lula. A cientista política Sônia Fleury, pesquisadora do centro de estudos estratégicos da Fiocruz, faz um balanço da gestão de Nísia Trindade, analisa o que deve ser prioridade na chegada de Alexandre Padilha e explica o papel estratégico da pasta para a avaliação do governo. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • O índice de inflação do grupo de alimentos tem sido observado de perto há meses. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgado nesta terça-feira (25) foi o maior para fevereiro desde 2016. Alimentação e bebidas continuam em aceleração, ainda que com uma alta abaixo da registrada em janeiro.A preocupação com os gastos com comida viraram rotina para os brasileiros, e um estudo do economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, olhou para como esse cálculo chega à ponta hoje.O levantamento mostrou que os alimentos consomem 22,6% do orçamento das famílias que ganham entre 1 e 1,5 salário mínimo —um avanço na comparação com 2018, quando essa proporção para essa faixa de renda era de 18,4%. Enquanto isso, no grupo que ganha mais de 30 salários mínimos, o peso da comida no orçamento também cresceu, mas é de 11,3%.O Café da Manhã desta quarta-feira (26) explica como a inflação de alimentos tem impactado mais a vida dos brasileiros, principalmente os mais pobres. O economista André Braz, do FGV-Ibre, fala do que pressionou o índice nos últimos meses, conta o que deve acontecer nos próximos meses e analisa as respostas políticas e econômicas possíveis para esse cenário. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

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  • Integrantes da CDU (União Democrática-Cristã), partido vencedor da eleição na Alemanha, renovaram nesta segunda-feira (24) a promessa de não buscar uma coalizão com a sigla de extrema direita AfD (Alternativa para a Alemanha) para formar o governo. A líder da AfD, Alice Weidel, chamou o isolamento de antidemocrático.Friedrich Merz, líder da CDU e virtual primeiro-ministro, deve procurar o SPD (Partido Social-Democrata) do atual premiê, Olaf Scholz. As duas legendas são hoje opositoras, mas já estiveram juntas várias vezes —a última na gestão de Angela Merkel. O SPD teve uma derrota histórica, que o relegou ao posto de terceira força no Parlamento. Depois de domingo, a AfD se consolidou no posto de segunda força do país e, ainda que fique fora da gestão federal, de maior legenda de oposição. A sigla é investigada por extremismo e, se for classificada assim nacionalmente, pode acabar banida.O Café da Manhã desta terça (25) discute o avanço da extrema direita na política da Alemanha. A jornalista alemã Azadê Peşmen, da Rabbit Hole Media e colaboradora do jornal Die Zeit, conta como o desempenho da AfD foi lido e analisa os desafios para o futuro governo e para a sociedade alemã em relação ao extremismo e à geopolítica. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • A invasão da Ucrânia pela Rússia completa três anos nesta segunda-feira (24), com um debate que se aprofunda não só sobre o conflito em si, mas também sobre os rumos da Europa Ocidental e da aliança tradicional do continente com os Estados Unidos.Donald Trump, em pouco mais de um mês, se aproximou de Vladimir Putin e atacou repetidas vezes Volodimir Zelenski, iniciou negociações com Moscou e sinalizou que vai forçar a Ucrânia a aceitar esses termos para um cessar-fogo e, por fim, isolou governos europeus —fazendo acenos à extrema direita do continente.Enquanto Kiev dá sinais de que pode mesmo recuar, a Europa tem tentado reagir. Em reuniões emergenciais, líderes defenderam um assento nas discussões sobre a guerra, e alguns falaram em mandar forças de paz a Kiev quando —e se— um cessar-fogo sair, como forma de marcar posição; mas não existe consenso nem mesmo sobre essa proposta.O Café da Manhã desta segunda analisa os rumos da Guerra da Ucrânia e da Europa sob o governo de Donald Trump nos Estados Unidos, em uma entrevista com o historiador Rui Tavares, deputado na Assembleia da República de Portugal, ex-deputado no Parlamento Europeu, autor dos podcasts Agora, Agora e Mais Agora e Tempo ao Tempo e colunista da Folha. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tirou nesta quinta-feira (20) o sigilo dos vídeos dos depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid —na quarta (19), a íntegra em texto já tinha vindo à tona. As falas foram um dos pilares da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro (PL) e auxiliares pela trama golpista.Pontos da delação já eram conhecidos, como os relatos de Cid de que o general Walter Braga Netto entregou dinheiro em uma caixa de vinho para organizar ações golpistas, de que Bolsonaro tinha o hábito de mandar fake news e pediu para monitorar Moraes. Mas os vídeos revelam detalhes do que Cid contou e a dinâmica dos depoimentos.As afirmações do ex-ajudante de ordens devem embasar novas denúncias contra o ex-presidente em casos nos quais ele já foi indiciado. Em um evento do PL, o ex-presidente falou pela primeira vez depois da denúncia da PGR. Ele disse que não houve tentativa de golpe e tripudiou da possibilidade de ser preso.O Café da Manhã desta sexta-feira (21) mostra como a delação de Mauro Cid implicou Jair Bolsonaro em diferentes investigações. O repórter da Folha em Brasília Cézar Feitoza, em entrevista entremeada por trechos dos depoimentos do ex-ajudante de ordens, conta o que a divulgação deles trouxe de novo, o peso que eles tiveram para a denúncia da trama golpista e como repercutiram no entorno do ex-presidente. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Um dia depois de a Procuradoria-Geral da República denunciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 33 pessoas sob suspeitas ligadas à trama golpista de 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou o sigilo da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid —um dos principais documentos que embasaram a denúncia.Entre as afirmações da PGR estão as de que Bolsonaro liderou a trama para tentar um golpe de Estado no Brasil e continuar no poder; sabia de um plano para matar o presidente Lula (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e Moraes; e tinha um discurso pronto para quando o golpe se efetivasse.Moraes abriu um prazo de 15 dias para que as defesas se manifestem, antes de a Primeira Turma do STF decidir se torna os denunciados réus. A corte pretende concluir o julgamento ainda neste ano, mas isso pode esbarrar nos prazos para cumprir todos os ritos e em estratégias de defesa para arrastar os processos. Os advogados de Bolsonaro se disseram indignados com a denúncia e afirmaram que as investigações não encontraram elementos que conectem o ex-presidente ao que foi definido como narrativa construída.O episódio desta quinta-feira (20) do Café da Manhã analisa a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro e aliados do ex-presidente. O advogado Rafael Mafei, professor de direito da USP e da ESPM, trata das evidências, das dúvidas e dos próximos passos do caso. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • O slogan “Viva la Libertad”, usado por Javier Milei na campanha à Presidência da Argentina em 2023, está agora ligado à maior crise dele à frente do governo. A frase batizou um projeto por trás da criptomoeda $Libra, divulgada pelo político ultraliberal na última sexta-feira (14).Um post dele nas redes sociais ajudou a valorizar o ativo digital, que pouco tempo depois passou a derreter quando um grupo de investidores começou a se desfazer dele. O movimento levou a acusações de possível fraude e relatos de prejuízo com a $Libra. As queixas embasaram denúncias formais à Justiça.Milei se defendeu dizendo que não conhecia detalhes do projeto e que teve boa-fé, sem receber benefícios próprios, ao divulgar o projeto —não promovê-lo, nas palavras dele. Também comparou operações com criptomoedas a jogos de azar e afirmou que quem comprou ou vendeu a Libra agiu sabendo dos riscos.O episódio desta quarta-feira (19) do podcast Café da Manhã discute essa crise. O jornalista Cláudio Rabin, especializado no mercado de criptomoedas, explica as suspeitas de fraude que cercam o caso e conta como ele tem repercutido entre investidores. A correspondente da Folha em Buenos Aires Mayara Paixão dá a dimensão da crise política de Javier Milei e analisa os rumos que as investigações podem tomar. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Governo e oposição começaram a semana repercutindo os números da pesquisa mais recente do Datafolha sobre a avaliação de Lula (PT). O presidente viu o patamar de aprovação desabar e chegar ao ponto mais baixo (24%) de seus três mandatos, com quedas inclusive em grupos mais alinhados a ele, como mulheres, nordestinos e mais pobres.Aliados do Planalto dizem que a piora, registrada também em outras pesquisas, deixa claro que os problemas do governo vão além da comunicação. Mas avaliam que a troca nessa área e os projetos prioritários para 2025 —como ampliações do Farmácia Popular e do Auxílio Gás, a PEC da Segurança Pública e projetos da área econômica— podem fazer Lula reconquistar a confiança na metade final do terceiro mandato.Já a oposição aposta que o desgaste para o governo ajude na convocação de atos marcados para o mês que vem. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta mostrar força num momento delicado, à espera da apresentação de uma denúncia contra ele no inquérito da trama golpista.O Café da Manhã desta terça-feira (18) debate a queda na popularidade de Lula e as reações no governo e na oposição. Fábio Zanini, editor da coluna Painel, da Folha, discute os alertas que o Datafolha deu ao presidente, explica como a situação mexe com as prioridades da gestão petista e analisa as movimentações políticas feitas agora, mas mirando 2026. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Saber o resultado de um jogo de futebol, fazer uma pesquisa sobre um fato histórico, criar uma imagem, analisar um documento oficial, planejar um roteiro de viagem... As funcionalidades e o alcance das ferramentas de inteligência artificial se multiplicaram tanto quanto cresceu a oferta de chatbots nos últimos anos.ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Claude, Perplexity, Copilot e Qwen são alguns dos robôs disponíveis hoje, que ajudam a consolidar a tecnologia. Os sete foram testados pela Folha em uma reportagem, com dez tarefas. A comparação teve resultados satisfatórios em algumas delas, mas também obstáculos comuns quando se fala de IA, como “alucinações” e barreiras ligadas a vieses políticos ou o acesso a informações atualizadas.Alguns desses riscos e obstáculos passam por desafios conhecidos como o da regulação. Na semana passada, a França sediou uma cúpula para definir ações globais, que terminou com uma declaração final genérica e que deixou claras, com EUA e Reino Unido se recusando a firmar o texto, discordâncias em relação ao tema.O Café da Manhã desta segunda-feira (17) trata dos robôs de IA disponíveis no Brasil com a jornalista Dani Braga, editora de Inteligência Artificial da Folha. Ela conta quais foram os destaques no teste de chatbots que fez, explica os cuidados que usuários precisam ter e discute como o avanço dessa tecnologia mexe com o jeito com que usamos a internet. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos fez uma audiência pública nesta quinta-feira (13) no Recife em que foi destacada a importância de reanalisar a morte nebulosa de Juscelino Kubitschek.O encontro aconteceu depois de uma reportagem da Folha revelar que o governo Lula (PT) decidiu reabrir o caso do acidente de carro que matou JK na via Dutra, em 22 de agosto de 1976 —durante a ditadura militar.A colisão do carro com uma carreta, que matou o ex-presidente, sempre foi cercada de suspeitas e versões. Ao longo de quase cinco décadas, diferentes investigações não resolveram a controvérsia de forma definitiva.O Café da Manhã desta sexta-feira (14) explica por que a morte de Juscelino Kubitschek voltou à tona. O repórter da Folha Fábio Victor detalha o que as investigações concluíram, aponta as possibilidades de avançar no caso quase 50 anos depois e analisa como o sucesso do filme “Ainda Estou Aqui” influencia debates políticos e jurídicos sobre a memória da ditadura militar. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • A caneta de Donald Trump não descansou desde o dia 20 de janeiro, quando o americano assumiu o segundo mandato na Presidência dos Estados Unidos. De lá para cá, quase todos os dias do republicano na Casa Branca foram marcados por assinaturas de decretos.Os temas das quase 60 ordens incluem pautas levantadas com frequência por ele na campanha, como questões de gênero e imigração. Ele também ordenou a volta da distribuição de canudos de plástico, o congelamento de subsídios do governo e o desmonte da Usaid, a agência americana de ajuda humanitária internacional.A enxurrada é questionada na Justiça por opositores e grupos de defesa de direitos humanos —e alguns decretos foram barrados por juízes federais em diferentes estados; nesta semana, um magistrado afirmou que o republicano desobedeceu a uma decisão “clara e inequívoca”. Com Trump e auxiliares atacando ordens e ameaçando desobediência, a tendência é que o embate continue em outras instâncias até chegar à Suprema Corte. O Café da Manhã desta quinta-feira (13) trata da crise institucional que Donald Trump ameaça abrir com o Judiciário nos Estados Unidos. A repórter da Folha Patrícia Campos Mello explica os riscos colocados pela estratégia trumpista neste momento, discute a aposta do republicano na profusão de decretos e analisa as reações a ela. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Depois de 2024 ter sido o ano mais quente já registrado, 1,6°C mais quente do que os níveis pré-industriais, 2025 começou com um ritmo intenso de fenômenos climáticos extremos no Brasil: ondas de calor no Rio Grande do Sul, chuvas em níveis acima do esperado em locais como São Paulo, Recife e litoral do Paraná.Mas, em tempos de emergência climática, o que pode ser considerado “acima do esperado”? A intensificação de eventos extremos —2024, por exemplo, teve chuvas desproporcionais e acima da média— torna mais difícil a previsão do tempo? Como essas dificuldades encontram gargalos que o Brasil já enfrenta no setor da meteorologia?Iniciativas pontuais têm buscado o aprimoramento tecnológico e estrutural nessa área no Brasil, em instâncias federais, como o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, e estaduais; São Paulo, por exemplo, criou uma central para unificar radares meteorológicos do estado e instrumentos da iniciativa privada. O Café da Manhã desta quarta-feira (12) discute se a meteorologia e a climatologia têm se adequado à emergência climática. O climatologista José Marengo, coordenador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), explica como modelos embasam as previsões hoje, analisa a necessidade de investimentos em tecnologia e pesquisa e responde se tem sido mais difícil fazer a previsão do tempo. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Um outro projeto de lei entrou na pauta prioritária de bolsonaristas na volta dos trabalhos no Congresso, além do que prevê anistia para envolvidos nos ataques de 8/1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a defesa do texto que muda pontos da Lei da Ficha Limpa tem como pano de fundo a eleição de 2026.A proposta de Bibo Nunes (PL-RS) reduz o prazo de inelegibilidade previsto na lei, de oito para dois anos, em casos de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação —nas duas condenações que recebeu no Tribunal Superior Eleitoral, Jair Bolsonaro (PL) foi enquadrado em duas dessas condutas.O ex-presidente deixou claro que a discussão o beneficiaria. Na sexta-feira (7), afirmou ser radical e falou em revogar a Ficha Limpa, apesar de tê-la defendido no passado, apontando que hoje ela apenas “persegue políticos da direita”. Em 15 anos, a lei já foi questionada na Justiça, e a tendência é que uma eventual mudança volte ao Supremo Tribunal Federal.O Café da Manhã desta terça-feira (11) discute a ofensiva de aliados de Bolsonaro contra a Lei da Ficha Limpa. O advogado Guilherme France, gerente do Centro de Conhecimento Anticorrupção da Transparência Internacional, lembra como o texto foi construído e se consolidou, explica os impactos de possíveis mudanças nele e analisa que rumos a agenda anticorrupção tomou em Brasília. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Brasília assistiu nos últimos dias a uma “guerra de bonés”. Integrantes do governo Lula (PT) e da oposição passaram a usar acessórios customizados para mandar mensagens, a exemplo do que faz o presidente americano, Donald Trump —o boné vermelho com os dizeres “make America great again” ou só MAGA se consolidou entre apoiadores dele.No Brasil, o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vestiu o boné trumpista no dia da posse do republicano. Depois, peças customizadas começaram a aparecer. Ministros e aliados do Planalto vestiram um modelo azul que dizia “o Brasil é dos brasileiros". Segundo o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), a frase é uma criação de Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). O próprio presidente depois usou o acessório.Deputados bolsonaristas responderam com um boné verde e amarelo, com a frase “Comida barata novamente - Bolsonaro 2026". A estratégia de emplacar um boné como marca política já tinha a campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo como representante, inspirado no autocrata de El Salvador, Nayib Bukele.A moda extrapola a política, e demandas crescentes de customização para produtores nacionais apontam para uma tendência.O Café da Manhã desta segunda-feira (10) fala dos bonés como meio para transmitir mensagens, dentro e fora da política. O jornalista Vitor Tavares, repórter da BBC News Brasil e autor de uma reportagem sobre o tema, trata da moda de personalizar e customizar bonés, da história do acessório e do uso dele em estratégias de marketing. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • A Polícia Federal e o Departamento de Polícia Técnica da Bahia começaram nesta quinta-feira (6) a fazer uma perícia na Igreja e Convento de São Francisco. Na véspera, o forro do teto desabou, em um desastre que matou uma pessoa e feriu outras cinco. Os responsáveis disseram que a investigação não deve ter resultado a curto prazo.A rádios da Bahia o presidente Lula (PT) disse “ter bronca” do tombamento de imóveis. "O cidadão não coloca orçamento para que isso seja conservado. Você tomba e a coisa vai envelhecendo, vai caindo. Para que tombar se não há responsabilidade de cuidar?”No caso da chamada “Igreja do Ouro”, desde 2016 o Ministério Público Federal tenta que a Comunidade Franciscana da Bahia e o Iphan façam reformas estruturantes, e o responsável pelo local tinha avisado o órgão de patrimônio que o forro do teto estava com problemas.O desastre não é isolado: em Salvador, um levantamento da Defesa Civil mapeou 444 imóveis com risco alto ou muito alto de desabamento ou incêndio, e em outras partes do país casos semelhantes levaram a grandes desastres, como o do Museu Nacional.O Café da Manhã desta sexta-feira (7) discute o patrimônio brasileiro. O historiador Rafael Dantas, consultor e curador, explica como as responsabilidades são e deveriam ser atribuídas na preservação, fala dos gargalos do país e trata das prioridades para que casos como o da igreja de São Francisco não se repitam. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ignorou críticas vindas de praticamente toda a comunidade internacional e disse nesta quarta-feira (5) que “todo mundo amou” a ideia dele de o país assumir o controle da Faixa de Gaza. A proposta foi citada na véspera, em uma entrevista coletiva ao lado do premiê de Israel, Binyamin Netanyahu.Trump não deu detalhes do plano e nesta quarta afirmou que “não era o momento” de mais perguntas sobre ele; integrantes do governo se contradisseram ao tentar explicá-lo. Líderes do Oriente Médio, membros de grupos palestinos, chancelarias ocidentais e a ONU rechaçaram a fala, citando violações de direitos e o risco de limpeza étnica.Muitas análises também pararam em um ponto ainda anterior, que tem sido recorrente neste segundo mandato do republicano: quanto Donald Trump falou sério, quanto soprou um balão de ensaio e quanto falou sem pensar —e quanto seria normal o presidente dos Estados Unidos fazer isso.O Café da Manhã desta quinta-feira (6) analisa a política de bravatas no segundo mandato de Trump. O doutor em semiótica Paolo Demuru, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador da PUC-SP, discute a estratégia do americano, como ela mobiliza apoiadores e os desafios para lidar com isso quando ameaças vêm da liderança de uma das maiores economias do mundo. Demuru é autor do livro “Políticas do Encanto: Extrema Direita e Fantasias de Conspiração”. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • A recente eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência da Câmara e do Senado marcou a manutenção do centrão no comando do Congresso. Além dos dois, representantes do grupo vão ocupar cargos-chave nas mesas diretoras das Casas.Pouco depois da vitória aliados já discutiam cenários para a reforma ministerial pretendida pelo governo Lula (PT), com um choque no desenho da gestão, e de retomada do controle sobre as emendas parlamentares —tema que se confunde com a consolidação do centrão e com o aumento do poder do Legislativo sobre o Orçamento público. As pautas podem manter as desconfianças que têm gerado atritos entre os Poderes, ainda que tanto Lula quanto Luís Roberto Barroso (Supremo Tribunal Federal) tenham feito acenos a Motta e Alcolumbre. E indicam a possibilidade de divisões no amplo amálgama do centrão, com o PSD de Gilberto Kassab puxando os estremecimentos com vistas a 2026.O Café da Manhã desta quarta-feira (5) fala do momento atual do centrão, já de olho em 2026. A cientista política Daniela Costanzo, pesquisadora no Cebrap e pesquisadora visitante da Sciences Po, em Paris, discute como a estratégia do grupo mexe no jogo político, que mudanças o bloco viveu nos últimos anos e o que dá para esperar do centrão nas próximas eleições. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Acordos anunciados nesta segunda-feira (3) deixaram em evidência parte dos motivos para o tarifaço que Donald Trump prometeu no fim de semana. As taxas extras de até 25% sobre produtos importados canadenses e mexicanos entrariam em vigor nesta terça (4), mas foram suspensas temporariamente.O premiê Justin Trudeau e a presidente Claudia Sheinbaum conversaram com Trump e viabilizaram planos de proteção das fronteiras com os Estados Unidos. O republicano inicialmente falava em corrigir déficits comerciais, mas mostrou que as tarifas eram mais uma ameaça para forçar negociações em áreas como imigração e tráfico de opioides.Sobrou, de toda forma, a China —sobre os produtos chineses, as taxas de 10% em tese passam a valer nesta terça. Restou também o temor de uma possível nova guerra comercial e do início de ameaças tarifárias em série de Trump. Ele sinalizou ter alvos como a União Europeia e o Brics.O Café da Manhã desta terça discute as intenções e as consequências da política tarifária do governo Donald Trump. O consultor em comércio internacional Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior do governo brasileiro, explica as medidas anunciadas pelos Estados Unidos e analisa como essa postura mexe nos negócios e nas relações entre países —entre eles, o Brasil. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Uma pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana mostrou que 93% dos brasileiros que vivem de aluguel ou moram em local cedido sonham com a casa própria; 57% dos jovens de 16 a 24 anos têm planos de comprar um imóvel, um índice similar ao registrado na faixa de 25 a 34 anos.Os dados indicam que a casa própria não deixou de ser almejada pelos brasileiros da geração Z (nascidos entre 1997 e 2010). Por outro lado, muitos deles se questionam se conseguirão transformar esse desejo em realidade num cenário econômico potencialmente mais adverso do que o vivenciado por gerações anteriores.Para discutir se vai ser mais difícil para a geração Z ter uma casa própria, o episódio desta segunda-feira (3) do Café da Manhã conversa com Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica, especializada em mercado imobiliário. Ele explica o que deixa os imóveis menos acessíveis hoje, trata de contextos que facilitaram essa conquista para jovens de outras gerações e discute estratégias viáveis para quem está com ela no radar. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Câmara e Senado voltam do recesso neste sábado (1º), dia pouco usual para uma sessão do Congresso, com chance mínima de surpresas quanto ao que deve acontecer nas eleições para a presidência das Casas. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) são tidos como virtuais eleitos pelo menos desde outubro passado.Os dois até devem ter concorrentes se lançando para marcar posição, mas construíram arcos de aliança que incluem a benção dos antecessores —Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG)— e apoios formais do PT do governo Lula, do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro e de siglas do centrão.O bloco pró-Motta soma 488 dos 513 deputados, e o pró-Alcolumbre, 76 dos 81 senadores —sem contar possíveis traições, já que a votação é secreta. A eleição está marcada para as 10h no Senado e para as 16h na Câmara. Há possibilidade de segundo turno, e o nome que receber a maioria simples de votos é eleito para um mandato de dois anos.O Café da Manhã desta sexta-feira (31) discute o que indica a eleição de cartas marcadas para a presidência da Câmara e do Senado neste sábado. O repórter da Folha em Brasília Ranier Bragon conta quem são Hugo Motta e Davi Alcolumbre, trata da força com que eles chegam ao comando das Casas e analisa o que deve dar o tom das gestões deles —inclusive nas relações com o Planalto e o Judiciário. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices