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  • O Ministério da Saúde lançou, em Fortaleza, nesta sexta-feira, a primeira etapa das “Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida”, voltadas à prevenção ao suicídio e à automutilação

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  • O combate ao Coronavírus (COVID-19) vai ser reforçado no Brasil. Isso porque, a partir desta segunda-feira (30), os profissionais de saúde que estejam cursando Programas de Residência Médica e Residência em Área Profissional da Saúde, vão ampliar a assistência à população no sistema público. Além disso, esses profissionais vão ajudar a reduzir o tempo de espera nos atendimentos de usuários do SUS com condições de alto risco em unidades de pronto atendimento e emergências hospitalares nos casos de infecção humana pelo coronavírus. O Ministério da Saúde pagará diretamente aos profissionais de saúde residentes, como bonificação, um acréscimo de 20% sobre o valor da bolsa paga aos residentes como reconhecimento pelo trabalho prestado e incentivo ao enfrentamento da epidemia provocada pelo coronavírus no país. O valor adicional de R$ 667 será pago diretamente aos profissionais de todas as áreas de saúde como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, por exemplo. A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, explica que esses profissionais são muito importantes nesse momento.

    “Nós entendemos que eles têm agora, no enfrentamento do coronavírus, um papel muito relevante porque eles estão se especializando, eles trabalham em áreas estratégicas, é um corpo que já foi treinado, que já é graduado. E a partir do momento em que nós passamos por uma epidemia, é um grupo que precisa ser estimulado, recrutado cada vez mais para que possam, conosco, adotar os protocolos de todos os serviços por onde eles se encontram atuando”.

    A Portaria Nº 580, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, aplica-se aos profissionais de saúde que estejam cursando os programas de residência financiados pelo Ministério da Saúde; por outros órgãos ou entidades públicas federais, estaduais, distritais ou municipais; ou por entidades sem fins lucrativos. Essa iniciativa faz parte de uma série de medidas que estão sendo feitas pelo Ministério da Saúde, no âmbito da ação “O Brasil Conta Comigo”, para ampliar a força de trabalho no SUS, fortalecendo os profissionais que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus, assim como garantir a melhor assistência à população brasileira durante a pandemia.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Nesta segunda-feira (30), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos a respeito do Coronavírus (COVID-19) no Brasil. A quantidade de casos confirmados subiu para 4.579 e o número de mortes chegou a 159. Esses são os dados repassados pelos estados ao Ministério da Saúde. Até o momento, as mortes confirmadas ocorreram nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante coletiva de imprensa nessa segunda-feira, no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou que é preciso união para combater o coronavírus.

    “Não tem fórmula pronta, nós vamos criar a nossa dinâmica social com todos juntos. É preciso todo mundo entender que vamos ter um código de comportamento de distanciamento entre as pessoas, de respeito, de colaboração, de não aglomeração, de funcionar, para que a gente não tenha uma paralisia e morra de paralisia; e não tenha um frenesi, que nos cause um mega problema igual nós estamos vendo nesses países, vamos ser inteligentes”.

    Para manter a população informada sobre os casos e mortes, o Ministério da Saúde atualiza diariamente a plataforma de dados do coronavírus. O painel traz informações, permite uma análise de comportamento do vírus com o passar do tempo, além apontar a curva epidêmica da doença, por meio de um gráfico. Todos podem ter acesso a plataforma, pelo endereço: covid.saude.gov.br.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Neste domingo (29), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos a respeito do Coronavírus (COVID-19) no Brasil. A quantidade de casos confirmados subiu para 4.256 e o número de mortes chegou a 136. Esses são os dados repassados pelos estados ao Ministério da Saúde. Até o momento, as mortes confirmadas ocorreram nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde, fez a aquisição, por meio de compra e doações, de mais de 22 milhões de testes que estão sendo distribuídos para diagnosticar a Covid-19. Além disso, foi liberado cerca de R$ 1 bilhão de reais aos estados e municípios para fortalecimento das ações locais no combate ao coronavírus.

    Para manter a população informada sobre os casos e mortes, o Ministério da Saúde atualiza diariamente a plataforma de dados do coronavírus. O painel traz informações, permite uma análise de comportamento do vírus com o passar do tempo, além apontar a curva epidêmica da doença, por meio de um gráfico. Todos podem ter acesso a plataforma, pelo endereço: covid.saude.gov.br.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • O número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus (COVID-19) no Brasil chegou a 3.904, e a quantidade de mortes por conta da doença subiu 114. Esses são os dados repassados pelos estados ao Ministério da Saúde neste sábado (28). Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, depois que essa pandemia terminar, teremos um mundo diferente.

    “Eu acho que gente tem uma boa chance de atravessar bem esse momento tão importante para a saúde pública e tão importante para o mundo. O mundo sairá dessa sem vencedor, sem perdedor, mas sairá diferente! Sairá um mundo reflexivo que vai ter de repensar os seus valores, a sua dinâmica social e como nós vamos nos comportar”.

    Quando questionado se as ações do Ministério da Saúde poderiam evitar que o número de mortes, no Brasil, tivesse um grande aumento, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que com ciência e planejamento e com a participação de todos, inclusive dos profissionais de saúde, o Brasil seguirá forte no enfrentamento à doença.
    Neste momento, grande parte do Brasil adotou medidas para promover o isolamento social, em casa e evitando aglomerações. Essa é uma medida estratégica para que todo país se una contra a doença para reduzir sua velocidade de transmissão.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Nesta sexta-feira (27), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos a respeito do Coronavírus (COVID-19) no Brasil. A quantidade de casos confirmados subiu para 3.417 e o número de mortes chegou a 92. Esses são os dados repassados pelos estados ao Ministério da Saúde. Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde, fez a aquisição, por meio de compra e doações, de mais de 22 milhões de testes que estão sendo distribuídos para diagnosticar a Covid-19. Além disso, foram liberados cerca de R$ 1 bilhão de reais aos estados e municípios para fortalecimento das ações locais no combate ao coronavírus. Outras ações importantes para melhorar a capacidade de resposta do Brasil diante da pandemia já estavam em andamento, conforme explica o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

    “Na medida em que a transmissão passa ser comunitária, nós vamos começar a ter casos de pessoas que vão utilizar o Sistema Único de Saúde. Isso vai começar agora a forçar a resposta do nosso serviço. Para isso, nós ampliamos o atendimento nas redes básicas, contratamos mais médicos, ampliamos os horários de atendimento nas unidades de saúde, estamos implementando e antecipando todo o nosso cronograma de vacina contra a influenza. Então, são as medidas possíveis a serem realizadas antes da explosão ou da elevação grande que nós vamos ter nos próximos dias neste mês de abril”.

    Para manter a população informada a respeito dos casos e mortes, o Ministério da Saúde atualiza diariamente a plataforma de dados do coronavírus. O painel traz as informações e permite uma análise do comportamento do vírus com o passar do tempo, além de ter um gráfico de dados acumulados apontando a curva epidêmica da doença. A plataforma está disponível para livre acesso no endereço covid.saude.gov.br.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (26), um novo serviço que vai ajudar a população a tirar dúvidas sobre o Coronavírus (COVID-19). O serviço, chamado Ministério da Saúde Responde, é uma parceria entre a empresa Facebook, por meio do Whatsapp, e o Ministério da Saúde, e não gerou nenhum tipo de custo para o Governo do Brasil. O aplicativo pode ser acessado pelo computador ou celular, como explica o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

    “As pessoas poderão se comunicar com um robô que vai nos fornecer uma série de informações sobre a própria doença, como é que faz a prevenção, as formas de contaminação, tratamento, protocolos de atendimento e, também, sobre fake news. Se for no celular, elas devem cadastrar no celular esse número de telefone: (61) 9938-0031. Ao cadastrar esse número, automaticamente vai baixar o aplicativo. Se for utilizar o computador, não precisa fazer o cadastro desse número, entra direto naquela página da Saúde Responde e baixar direto para o computador”.

    É importante reforçar que para utilizar o serviço "Ministério da Saúde Responde!", é necessário incluir o número (61) 9938-0031 entre os contatos do Whatsapp. A conta funciona trazendo orientações a partir de temas específicos. Lembrando que é um serviço que utiliza um robô, desta forma, não é possível tirar dúvidas diretamente com um atendente.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • No Boletim da Saúde desta semana vamos falar sobre as principais informações a respeito do coronavirus. Desde fevereiro o Ministério da Saúde tem apresentado todas as informações a respeito dessa doença, mas por se tratar de algo novo, é importante atualizarmos as medidas que o Governo do Brasil adotou nos últimos dias e a informações relativas à doença.

  • O número de pessoas confirmadas com o Coronavírus (COVID-19) no Brasil subiu para 2.433 casos e quantidade de mortes chegou a 57, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde. Até o momento, as mortes confirmadas ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Apesar desses números, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o aumento de casos está dentro do que já era previsto.

    “A gente está só no início. A gente tem 30 dias do primeiro caso. Nós estamos iniciando a subida. Essa subida leva algumas semanas, nós temos as nossas projeções e vamos ver se essas projeções vão bater. A gente sempre tenta se antecipar aos problemas para 30 dias e fazer quais são as recomendações que a gente acha que sejam necessárias”.

    Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão. A região norte, por exemplo, registra a menor quantidade de casos do Brasil, enquanto a região Sudeste representa o maior percentual de pessoas confirmadas com a doença. Por isso, o ministro Luiz Henrique Mandetta explicou que esse é o momento do povo brasileiro mostrar solidariedade.

    “Vamos deixar o máximo possível, agora, aquilo que a gente tem de melhor que é a nossa solidariedade, nosso companheirismo. Vamos procurar segurar um ao outro, quando estiver meio caído, dá a mão, levanta. Nós vamos estar aqui! O Ministério da Saúde está ao seu lado e nós vamos trabalhar”.

    O Brasil está com transmissão comunitária do coronavírus por todas as regiões. Esse reconhecimento permite que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas. Essa é uma medida estratégica para que todo o Brasil se una contra o vírus com objetivo de reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Nesta terça-feira (24), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos a respeito do Coronavírus (COVID-19) no Brasil. A quantidade de casos confirmados subiu para 2.201 e o número de mortes chegou a 46, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde. As mortes confirmadas ocorreram nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

    Atualmente, todos os estados do país registram casos da doença, mas nem todas as regiões apresentam o mesmo nível de transmissão. A região norte, por exemplo, registra a menor quantidade de casos do Brasil, enquanto a região Sudeste representa o maior percentual de pessoas confirmadas com a doença.

    O Brasil já registra transmissão comunitária da Covid-19 em todo o país. Esse reconhecimento permite que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas. Essa é uma medida estratégica para que todo o Brasil se una contra o vírus com objetivo de reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Em tempos de isolamento, quando a recomendação é de que as pessoas fiquem em casa para evitar contágio pelo Coronavírus (Covid-19), é importante saber quais os cuidados devem ser tomados durante as viagens. De acordo com o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, é preciso ter noção de qual viagem é realmente importante em um momento como esse.

    “Primeiro, ela deve refletir e avaliar se deve ir ou não para aquele local. Se puder adiar melhor. Se puder fazer uma reunião virtual, puder fazer um contato virtual, reprogramar a viagem se caso for turismo. Agora, se não for possível, porque tem um parente, tem uma questão pessoal inadiável, a pessoa deve tomar os cuidados de acordo com a orientação da autoridade de saúde do local. Entra no Ministério da Saúde e veja quais são as orientações”.

    Segundo Wanderson Oliveira, viagens internacionais devem ter atenção especial, principalmente se os passageiros vierem do hemisfério norte.

    “Se chegar de qualquer local, principalmente, da Europa, da Ásia e nos Estados Unidos, da América do Norte, ou seja, do hemisfério norte, é importante que a pessoa ao chegar no Brasil fique mais atenta às manifestações, aos sintomas respiratórios durante os primeiros 14 dias. Se ela tiver sinal e sintoma ela tem que procurar a unidade de saúde”.

    Para diminuir o risco de contágio pelo Coronavírus é importante lavar bem as mãos com frequência; cobrir a boca ao tossir e espirrar, com a parte de dentro do cotovelo ou com lenço descartável e evitar locais com muitas pessoas. Além disso, é importante que a pessoa só procure os serviços de saúde quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • A partir de agora, os Planos de Saúde no Brasil vão prestar cobertura e testes diagnósticos para detecção de infecção pelo Coronavírus. De acordo com a Resolução Normativa Nº 453, publicada pelo Ministério da Saúde, fica estabelecida a cobertura obrigatória quando o paciente se enquadrar na definição de caso suspeito ou provável de doença pelo Coronavírus (COVID-19).

    O teste será coberto para os beneficiários de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência e será feito nos casos em que houver indicação médica. Além disso, a orientação é a de que o beneficiário não se dirija a hospitais ou outras unidades de saúde sem antes consultar o plano de saúde, para receber informações sobre o local mais adequado para a realização de exame ou para esclarecimento de dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento da doença.

    Para mais informações acesse ans.gov.br

    Reportagem, Janary Damacena.

  • O Ministério da Saúde recomenda a substituição do medicamento Ibuprofeno por outros analgésicos como, por exemplo, paracetamol ou dipirona. Apesar de ainda não haver confirmação científica, outros países, como França, Espanha e Inglaterra levantaram a precaução por causa de possíveis agravamentos na condição clínica de pacientes graves com coronavírus, ou seja, com dificuldades respiratórias. Além disso, é preciso que essa substituição seja realizada por uma recomendação médica.


    Em relação aos medicamentos utilizados para casos de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, o Ministério da Saúde não recomenda a suspensão do tratamento e respectivos medicamentos, uma vez que a falta deles pode trazer agravamento destas doenças. É importante que o paciente sempre busque orientação de um profissional de saúde antes de tomar qualquer medicamento.


    Para mais informações acesse saude.gov.br/coronavirus


    Reportagem, Janary Damacena.

  • A partir de agora, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) dos 26 estados e do Distrito Federal estão capacitados para realizar exames para o coronavírus como parte do esforço de enfrentamento à doença. A medida é importante porque descentraliza o diagnóstico do coronavírus para todo o país. Com isso, o Ministério da Saúde cumpre o plano de trabalho para aumentar a capilaridade de diagnósticos para além dos laboratórios de referência, que hoje são a Fiocruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. As capacitações começaram a ser realizadas em fevereiro deste ano, e foram finalizadas na última quarta-feira (18). De acordo com o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, com essa medida será possível oferecer resultados mais eficientes e precisos.


    “Vamos reforçar, automatizar a rede nacional de laboratórios pública. Vamos ampliar a nossa capacidade de diagnóstico. Vamos oferecer à população um serviço que ela tenha em sua mão do momento que eu colho alguma coisa dela, o resultado na mão dela. Ela [a população] tem o direito de ter isso”.


    Os testes estão sendo produzidos com prioridade pelo Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A produção é semanal e a distribuição também é feita toda semana com envios aos estados. Atualmente são produzidos entre 3,5 mil a 4 mil testes a cada três dias e essa produção está sendo escalonada para aumentar a capacidade de fabricação.


    Reportagem, Janary Damacena

  • A partir deste ano, todos os recém-nascidos terão acesso ao exame de toxoplasmose pelo SUS. Ele será mais um exame de triagem neonatal coletado pelo teste do Pezinho, que deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida. O sangue é coletado do pé por um furinho, rápido e sem sofrimento para o bebê. Cerca de 85% dos recém-nascidos infectados por toxoplasmose não apresentam sinais clínicos evidentes. Daí a importância de se fazer o diagnóstico precoce, pois as sequelas tardias que a doença pode causar variam desde problemas motores, de visão e audição até transtornos mentais. É o que explica Marcelo Wada, coordenador-Geral de Vigilância de Zoonozes e Doenças de Transmissão Vetorial do Ministério da Saúde.

    “Tem estudos no Brasil que mostram que a cada 5 a 23 crianças infectadas a cada a 100 mil nascidos vivos podem ter toxoplasmose. Então, é uma incidência que a gente considera bem elevada quando a gente compara com outros países, por exemplo, os países europeus, onde tem uma taxa de 4 para cada 100 mil, 3 para cada 100 mil, 2 para cada 100 mil, até menos que isso. Por isso que é tão importante está sendo incluído no Teste do Pezinho. Quanto antes eu diagnóstico, quanto mais cedo for diagnosticada a criança, mais cedo eu inicio o tratamento, e mais cedo eu consigo regredir as sequelas”.

    A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos. Ela é uma das zoonoses, ou seja, uma doença transmitida por animais, mais comuns no mundo. Mas você que tem animais em casa, não se desespere. Marcelo Wada afirma que o importante é a higiene em casa.

    “Apesar de ser uma doença transmitida pelas fezes do gato, o problema não é ter o gato em casa. O problema é ter os cuidados com as fezes do gato. Então mesmo que a pessoa esteja grávida, ela pode ter o gato tendo cuidados com o descarte dessas fezes”.

    No Brasil, o modo mais comum de contágio é por ingestão de carne malcozida de animais infectados, de vegetais e frutas consumidos crus e contaminados pelo parasita, e consumo de água contaminada. Portanto, um recado para os pais: se preocupem com a alimentação e a higiene em casa, não se desfaçam do seu animal de estimação e não se esqueçam de fazer o Teste do Pezinho no bebê.

    Reportagem, Brunna Ribeiro

  • A partir do dia 20 de março, o Brasil entra no outono e é a partir dessa estação do ano que a temperatura começa a cair na maior parte do país, principalmente do Centro-Oeste ao Sul do Brasil. Por causa disso, nesse período aumentam os casos de pessoas com doenças respiratórias. É justamente aí que se enquadra o coronavírus, então todo cuidado é pouco para se proteger contra essa doença. E para que você entenda a diferença entre gripe, resfriado e coronavírus, ouça a explicação do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

    “Resfriado é o mais leve deles e a febre é muito rara e geralmente febre baixa. Já o coronavírus e a gripe é esperado que se tenha febre. O coronavírus ele também pode provocar bastante tosse, é uma tosse seca, gripe também acomete com tosse. Dor de garganta é muito comum no resfriado, mas na gripe e no coronavírus acontece às vezes. Espirro é mais comum no resfriado, agora, no coronavírus e na gripe não, não é muito comum. Tem outras manifestações como dores no corpo, cansaço, dor de cabeça”.

    A melhor forma de evitar o coronavírus é se protegendo. Por isso, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, dá dicas de como diminuir o risco de contágio.

    “Lavar as mãos com frequência; cobrir a boca ao tossir e espirrar, com a parte de dentro do cotovelo, com lenço descartável; e evitar de trabalhar e estudar se tiver doente; evitar ir para locais aglomerados se tiver doente; fazer os cuidados gerais. E principalmente ter uma boa alimentação, um boa noite de sono e repouso neste momento para recuperação”.

    O Brasil possui mais de 42 mil postos de saúde capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Apesar disso, é importante que a pessoa só procure os serviços de saúde quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória.

    Reportagem, Janary Damacena.

  • Novos médicos vão reforçar o atendimento à população durante a pandemia do coronavírus. Isso porque o Ministério da Saúde abriu 5.811 vagas para médicos atuarem nos postos de saúde. De forma emergencial, o programa Mais Médicos vai distribuir os profissionais entre 1.864 municípios e 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Além disso, as capitais dos estados e grandes centros urbanos voltam a fazer parte do programa, que estava priorizando os municípios mais carentes. Essa mudança acontece porque as grandes cidades, que têm maior concentração de pessoas, são locais com maior facilidade de circulação do coronavírus. A secretária substituta da Atenção Primária do Ministério da Saúde, Caroline Martins, explica a importância dessa medida para aumentar a proteção aos brasileiros.

    “Esses dois editais, um com foco para adesão dos médicos e outro com os municípios, foram abertos para participação de médicos com CRM ou com diploma revalidado aqui no país. A contratação vai ser feita durante o período de um ano, em razão justamente da condição da pandemia do novo coronavírus, a gente está fazendo essa contratação por um ano. Em chamadas anteriores a vigência foi de três anos, então essa chamada atende a essa situação de emergência, ela atende ao objetivo de a gente reforçar a capacidade da Atenção Primária, dos postos de saúde terem os médicos garantidos para fazer o atendimento da população”.

    A publicação das vagas já foi realizada no Diário Oficial da União e as inscrições devem começam na segunda-feira (16). Para garantir a contratação de todos os médicos, o Ministério da Saúde vai investir mais de um bilhão de reais. Estudos indicam que a maioria dos casos de coronavírus são leves e podem ser atendidos nos serviços da Atenção Primária. Desta forma, o Brasil possui mais de 42 mil postos de saúde capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. A população só deve buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória.