Avsnitt
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quando você se olha na lente da selfie, o que olha de volta pra você?
e por que é tão diferente de você, ao mesmo tempo em que, por vezes, parece ‘mais você’ do que o próprio reflexo do espelho?
o ‘rosto de instagram’ reflete isso: uma padronização de padrões de beleza imposta pela linguagem algorítmica, que faz com que milhares de mulheres se sintam pressionadas a realizar procedimentos estéticos para ficarem mais bonitas não no espelho, mas no relfexo da selfie. veja bem: estamos mutilando nossos rostos para que estes se tornem otimizados para uma lente distorcedora, mesmo que ao custo de ficarmos irreconhecíveis no mundo real.
o reflexo da selfie parece cada vez mais substituir a imagem que temos de nós mesmos na nossa cabeça - deslocando a nossa ideia de si para uma coisa que sequer conseguimos olhar nos olhos. terrivelmente parecida conosco, mas sinistramente diferente.
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o título da thumb é inspirado no livro de jia tolentino, ‘o falso espelho’ de 2019
panopticontent, de clarissa jan-lin:
https://www.buzzfeednews.com/article/clarissajanlim/viral-tiktok-consent-panopticontent
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identidade visual: carolina munhoz
animação do logo para tv: tauan abreu
trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
televisores e instalação: guilherme durão, do sup_lab
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não é você, é ‘sabor você’
nosso fluxo de pensamento de hoje reflete sobre o 11 de setembro brasileiro: o sete a um para a alemanha na copa do mundo de 2014.
jornadas de junho, #NãoVaiTerCopa, impeachment da dilma, polarização do país, craques influencers e o colapso de um dos últimos mitos coletivos de brasil.
há dez anos em negação, com o espírito fraturado e o avanço do pensamento liberal sobre um esporte coletivo, ainda somos a pátria de chuteiras?
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matérias mencionadas:
por que a copa virou piada e não tragédia?
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cevwgxdwkdyo
depois do 7 a 1
https://piaui.uol.com.br/revista/95/depois-do-7-x-1/
crítica de ‘veneno remédio’ por fernando de barros e silva
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2106200811.htm
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Saknas det avsnitt?
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não é cowboy, é sabor cowboy. não é biscoito com recheio de chocolate, é biscoito com recheio sabor chocolate. não é você, é uma coletânea dos seus dados editada para apelar a um contexto algorítmico.
cada vez mais, vivemos para alimentar uma representação virtual de nós mesmos com a qual desejamos estar associados. fatiados em diversas personas para diferentes redes sociais - todas online ao mesmo tempo e hiperpresentes - fragmentos cada vez menores de nós formam um ‘todo’ composto majoritariamente de outros elementos sintéticos. com a i.a, então, chegaremos a era de nos tornarmos um biscoito com recheio sabor chocolate?
essa forma de sistematizar a nossa identidade produz impactos profundos na nossa subjetividade - e é mais um oferecimento apocalíptico da experiência de ser um sujeito neoliberal.
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as indicações são:
‘serial experiments lain’, anime incrivelmente profético e filosoficamente rico‘a troca simbólica e a morte’, base filosófica de jean baudrillard que uso para argumentar
‘tela total’, também de baudrillard, uma coletânea maravilhosa de seus ensaios
‘terapia reichiana e o sujeito neoliberal’, podcast fantástico que escutei aqui e moldou minha percepção sobre as últimas décadas
‘hypernormalisation’, documentário de adam curtis que contextualiza a proliferação do neoliberalismo
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a conversa de hoje é com paulo motoryn, editor do the intercept brasil, veículo responsável pelo recente furo sobre o financiamento do filme ‘dark horse’, de jair bolsonaro, por daniel vorcaro, e também pela vaza-jato (divulgação das mensagens que colocaram a operação em suspeição em 2019).
a algoritmização do mundo e o fim do monopólio da verdade pela grande mídia produziram o colapso de um senso de realidade compartilhado.
nos últimos anos, sob os escombros desta ruína, o extremismo faz a festa: sem lastro, toda informação mobilizadora de afetos tem mais carga de real do que o próprio real. ainda assim, o jornalismo independente vem aprendendo a operar no jogo e abrir caminhos para existir e resistir.
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o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por viradas do que por linhas retas?
a convite da zerezes, em mais um lan house fora de casa, eu e andré alves fomos conhecer o escritório novo, que consolida sua identidade ao longo de quase dez anos. lá debatemos sobre o que significa 'permanência' na era das redes sociais e das identidades algorítmicas. o que fica, quando atravessado por esse tempo fragmentado? e, como fazer ficar?
essa é a terceira participação do andré, fundador do instituo float, no lan house. andré é autor, pesquisador, psicanalista e tem um podcast maravilhoso junto ao lucas liedke, também do instituo: o 'vibes em análise'. recomendo fortemente. :)
muito obrigado a zerezes pelo convite. foi massa!
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o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem
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trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
projeto de tvs e programação visual: guilherme durão, do sup_lab
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salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro.
neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por virgílio almeida (junto a ricardo f. mendonça e fernando filgueiras, publicado pela editora ubu), com quem tenho o prazer de conversar neste debate.
a partir de uma perspectiva de dados e ciência da computação, o que podemos entender sobre vieses algorítmicos e suas intenções?
agradecimentos especialíssimos ao @tttttuto, que fez acontecer o corre das TVS DE TUBO EM BH e também se responsabilizou, com a sua arte e trabalho fantástico, da programação visual.
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esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ.
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como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte?
na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações.
pois ela já se infiltrou, num terreno há muitos anos preparado: se aprendemos que as metáforas de conexão (likes, dm’s, swipes, matches) são expressões muitas vezes mais reais do que o próprio real - como preferir trocar nudes às complicadas nuances de uma relação sexual real -, há então um atrofiamento da nossa produção de sentido a partir do outro e, portanto, um imaginário cada vez mais controlado, previsível e narcisista, do algoritmo à lente de selfie.
como não iremos nos relacionar com máquinas se já temos o outro como algo não-humano? colapsam de forma acelerada as barreiras entre real e virtual. navegamos por tempos onde parece cada vez mais natural e plausível a ideia de interagir com o conteúdo sintético de um familiar morto, gerado automaticamente por uma plataforma a partir de todos os dados desta pessoa em vida?
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textos em sodremat.substack.com
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o que é ser ‘performático’?
o que é ser um ‘homem performático’?
este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta realidade, tem se infiltrado nos conteúdos e comentários digitais cada vez mais.
mas o que significa performar? e o que, na verdade, ainda podemos chamar de ‘não-performance’, numa era onde enxergamos o mundo mais a partir das lentes distorcidas de um iphone do que com nossos próprios olhos?
indicações da semana: sociedade do espetáculo, de guy debord; ‘jogo de cena’, de eduardo coutinho
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estamos todos exaustos do tempo excessivo de tela e da vida achatada e afunilada por algoritmos e scrolls infinitos.
desta fadiga, surge o sonho da desconexão. o desejo de não apenas sentir-se presente, mas de ser percebido e visto como algúem presente. interessado, interessante.
a quem pertence o offline?
quem tem o direito de ostentar desconexão?
vamos inverter a lógica: em vez de responder à falta de materialidade a partir do consumo, de associar nossa imagem a signos de presença no mundo real, que tal usarmos deste desejo para, a partir de nós mesmos, criar novos rituais de interação e contexto com a vida ao nosso redor?
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a adoção massiva de inteligência artificial não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’.
na vida automatizada e líquida, temos muitas lacunas prontas para a adoção massiva de i.a: falta de tempo para os amigos ou vínculos reais; epidemia de solidão; necessidades amorosas, atomização do sujeito, produtividade profissional, projeção de autoimagem, automelhoramento dos nossos ‘outros eus’ virtuais, enfim. a tecnologia nos cerca de todos os lados e se molda para preencher lacunas pré-existentes.
mas de onde surgiram essas lacunas - qual transformações na nossa formação subjetiva nas últimas décadas nos permitiram estar tão receptivos ao acoplamento de uma inteligência artificial sugadora de dados em todos os aspectos da nossa existência?
para isso, vamo começar lá de trás, investigando a publicação da nossa privacidade e virtualização da nossa identidade.
a indicação, ao final, é ‘sociedade do espetáculo’, livro de guy debord, cuja tese se faz cada vez mais nítida.
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instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--este não é um vídeo sobre epidemia de remakes ou franquias, mas como chegamos até aqui. abaixe as armas, por favor, pois nenhum debate aqui é individualizador. quero pensar o nosso estado de ‘eterno presente’ a partir da lógica algorítmica ao qual a nossa produção de gosto foi imposta - se há décadas atrás, tínhamos nossas imagens do mundo e interesses mediados por grandes produtos culturais monolíticos, como o cinema e a televisão, o que acontece quando estes perdem poder para um mecanismo preditivo de interesse - o algoritmo?e qual é o efeito sobre o nosso gosto quando vivemos imersos num modelo preditivo dele, que sempre apresenta a próxima coisa baseada na anterior - tudo deriva de um mesmo fio na mesma realidade particular, sem o poder de imposição do novo?—muito obrigado a todos os membros do cybercafé, no youtube, e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. se vc já é membro, enviar um email pra [email protected] :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
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instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comvideogames são mídias interativas. e quando se é criança, há uma certa ingenuidade sobre o que não é mostrado, especialmente a partir de limitações gráficas, da época - casas que não podemos entrar, ruas que não podemos virar, cidades no horizonte que não podemos conhecer. mas a representação está ali, costurada e contextualizada suficientemente bem para que nós mesmos completemos as lacunas, inventando e expandindo imensamente os universos narrativos das suas limitações técnicas.
isso eu chamo de lacuna lúdica - um exercício que fiz durante toda a minha infância conhecendo videogames e que se desdobrou em boa parte da forma com a qual penso e organizo minha cabeça hoje. --indicação de jogos para quem quer começar a se aventurar nesse mundo:stardew valleylife is strangea night in the woodshollow knightindicações de jogos profundamente influentes no meu desenvolvimento e que estão entre as minhas coisas favoritas da vida:zelda: majora's mask (também ótimo pra começar)disco elysiummetal gear solid 1metal gear solid 2fallout: new vegasdiablo 2parasite eve—o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani
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este não é um episódio normal do lan house. na verdade, o áudio acima é meu maior e mais investido trabalho na internet até hoje - uma pesquisa de mais de um ano sobre o nosso processo de produção de duplos virtuais.
quando você se olha na câmera de selfie, se vê do outro lado. mas é você mesmo que se encara de volta?
o que está posto do outro lado da tela é alguém terrivelmente parecido com você, mas que não é você - um duplo, um doppelganger, reconstituído do outro lado do espelho virtual a partir da captura e coleta dos nossos dados.
esta é uma adaptação em podcast de um VÍDEO-ENSAIO, publicado no meu youtube e contendo imensa pesquisa de imagens de arquivo - vale muito a pena ver por lá também, pela experiência de apoio visual ao trabalho.
muito, muito, muito obrigado a todos vocês que acompanham o lan house. eu sou muito feliz aqui.
no mais, um anúncio: agora o lan house tem um clube de membros - e, em breve, teremos lives exclusivas semanais e um grupo no zap / telegram. a ideia é construir juntos um espaço em que a gente possa trocar referências e tenhamos mais acesso uns aos outros, pra horizontalizar as ideias.
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FICHA:
roteiro, produção, montagem e pesquisa visual: matheus sodré
decupagem e organização de edição: victor ribeiro
trilha de introdução: gus lanzetta
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entramos na era da ‘pós-representação’: nos rasparam tantos dados que eles agora copulam entre si e geram pessoas e cenas inexistentes.
a inteligência artificial nos clona e se clona. e a gente rebaixa a nossa humanidade pra caber na boca da máquina.
o episódio de hoje é um papo bem especial pra mim, porque passeia por questões centrais para o projeto de mestrado que estou montando.
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links de referência
a gótica do nikolas ferreira
https://www.instagram.com/reel/DVrgLIviULz/?igsh=Z2ZmbDE5cDdheGl1
higgsfield ai influencer studio
https://higgsfield.ai/ai-influencer-studio
um exemplo de influ de IA ja existente, pra vcs verem o estado atual das coisas
https://x.com/mho_23/status/2034623575085261274?s=46
livro indicado: jean baudrillard, ‘simulacros e simulação’
jogos relacionados ao projeto genoma: metal gear solid; parasite eve, ambos do playstation 1
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tento falar, nesse episódio, sobre a correlação entre nosso ecossistema informacional atual e a epidemia de solidão que diversos países do mundo atravessam.
como os aplicativos que tornam a nossa vida hiperconveniente também atrofiam nossa capacidade de se relacionar com outras pessoas e desenvolver um afeto não-performado?
indico, evidentemente, ‘amor líquido’ de zygmunt bauman. também indico ‘kairo’, filme maravilhoso de kioshyi kurosawa.
o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.
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consumir o fim do mundo faz com que a gente absorva a sua inevitabilidade? o que aconteceu com as nossas ferramentas de produção de sentido? ainda dá pra recuperar a capacidade de sonhar e desatrofiar nosso imaginário?
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instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.coma infância como projeto de país. se eu bato tanto na tecla de coletividade e produção de sentido, o lan house dessa semana vem justamente pra gente lembrar dos desafios desse discurso - até pra que ele não fique tão somente restrito à superfície. numa troca bem especial com o jota marques - educador popular, ex-conselheiro tutelar, comunicador e um eterno ativista dos direitos humanos, entramos nas nuances do que significa falar sobre ser coletivo na era digital - e, também, sobre a infância enquanto projeto de país.
jota indica a obra de rubem alves. - o lan house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani
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instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' repete, pela primeira vez, um convidado. e vale a pena demais :)o andré alves, psicanalista, autor e fundador do instituto float - que você talvez conheça pelo podcast 'vibes em análise' é alguém por quem tenho profunda admiração. nessa troca, que eu chamo de privilégio, conversamos sobre 'o grande ensimesmamento' e o inconsciente digital: como nosso processo de formação de sujeito é mediado por telas? mais do que isso: quais são as implicações dessa mediação a partir de um eixo temporal? o que acontece quando assumimos nosso monólogo interno como protagonista em um mundo de coadjuvantes? qual mundo construimos a partir dessa perspectiva?o nome 'o show do "eu"' é referente ao livro homônimo de paula sibília.o livro indicado pelo andré é 'imediatez', de anna kornbluh- o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora nova, em teste: matheus castro alves e henrique luciani
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este episódio do 'lan house' não é sobre futebol - ele é sobre as armadilhas da memória.
eu, matheus, sou bastante apaixonado por pensar e estudar a forma com a qual interagimos, resgatamos e catalogamos o passado.
talvez por isso este tenha sido um dos programas mais longos até então: eu não conseguia parar de conversar com o andrey raychtok ( @_andreyray ), jornalista, autor de alguns dos meus conteúdos favoritos da internet e que usa do futebol para puxar e repuxar fios da meada dos quais até então não fazíamos ideia alguma.
entre a discussão sobre o futebol como vocabulário do brasil, os perigos de romantizar o passado e qual é o futuro do passado - quer dizer, da memória - esse aqui é um episódio bem especial.
o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou escuta me faz feliz pra caramba. é aqui que eu quero estar.
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se por um lado conversamos sobre a 'conteúdização' de um audiovisual cada vez mais acelerado, picotado e supérfluo em seus grandes produtos culturais, o que está do outro lado do espectro?
eu e philippe leão ( @profphilippeleao ) já tivemos alguns papos maravilhosos, mas todos com uma carga muito crítica em relação ao estado atual da indústria cultural. hoje vamos inverter isso.
experienciar o cinema a partir da sua própria intuição é uma coisa maravilhosa. se encantar por aquilo que não se explica, assim, tão diretamente. deixar a cabeça passear pela tela e dialogar com si mesmo enquanto se assiste a alguma coisa humana e carregada de sentido e sentir.
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