Avsnitt
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Durante muito tempo, a monogamia foi-nos apresentada como o modelo desejável e inevitável. E o casamento como destino. A exclusividade é prova de amor. E tudo o que foge a este guião é visto como falha, ameaça ou desvio.
Em Portugal, por cada 100 casamentos oficializados, 33 terminam em divórcio. O número de casamentos está a diminuir, ao mesmo tempo que ganham terreno outros modelos de relação.
Os dados oficiais sugerem que cerca de 25% das pessoas admite já ter tido um caso extraconjugal, no entanto, na prática estes números podem rondar os 75%. Portanto, fará sentido o “amor para a vida toda”? Ou está na altura de encararmos com mais naturalidade que um fim não é uma falha e também que é normal ter desejo por outras pessoas enquanto se está num relacionamento feliz?
O que nos leva à pergunta que todos queremos fazer: será que a monogamia faz sentido?
No episódio “Seremos mesmo monogâmicos?” do podcast O Prazer é Todo Meu, a médica e sexóloga Mafalda Cruz conversa com a psicóloga e terapeuta familiar Luana Cunha Ferreira e com o humorista Diogo Faro, autor da peça “Amor, quero beijar mais pessoas”, para pensar criticamente sobre os modelos de relacionamento que herdámos e aqueles que começam agora a ganhar visibilidade.
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Junho é o mês do Orgulho LGBT e as marchas saem à rua. Celebram-se os direitos conquistados, e exigem-se os que faltam cumprir.
Durante muito tempo, a educação sexual foi construída a partir de uma ideia muito limitada do que seriam as relações, os corpos e as identidades. E o que fugia à norma, era silenciado ou patologizado.
Nos dias de hoje, falamos mais sobre diversidade sexual, mas será que a compreendemos? Ouvimos siglas como LGBTQIA+, discutimos direitos das pessoas trans, falamos sobre orientação sexual, inclusão e representatividade. Mas, ao mesmo tempo, surgem novas dúvidas: precisamos mesmo de rótulos? Faz sentido falar numa comunidade LGBT? E até que ponto estas categorias ajudam, ou limitam, a forma como as pessoas vivem a sua identidade?
No episódio desta semana de “O Prazer é Todo Meu”, Mafalda Cruz conversou com André Ribeirinho Marques, psiquiatra, sexólogo e consultor da Direção-Geral da Saúde na área da Saúde LGBT.
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Saknas det avsnitt?
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O Expresso valoriza hoje os que vão ser adultos amanhã. Os podcasts assinalam o Dia Mundial da Criança com uma série de episódios em que damos voz aos mais novos.
Nas conversas sobre sexualidade, falamos muito sobre os desafios de crescer e educar numa era em que o digital é mais forte do que nós. Preocupa-nos a forma como se vive a complexidade da adolescência, a masculinidade tóxica, a pornografia e a influência das redes sociais nos mais jovens.
Geralmente falamos deles, mas hoje falamos COM eles.
Neste episódio especial do podcast O Prazer é Todo Meu, a conversa é com dois jovens de 13 e 15 anos, sobre sexualidade, saúde sexual, relações, consentimento e redes sociais.
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Em toda a Europa, o número de Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) tem vindo a aumentar de forma consistente, ao mesmo tempo que o uso do preservativo diminui. E Portugal não é exceção. Os motivos prendem-se com um menor receio de contrair HIV, falta de educação sexual entre os jovens ou fatores sociais como pressão e estigmas.
Mas é um erro associar as IST's exclusivamente aos jovens. Hoje sabemos que estas infeções afetam pessoas em diferentes fases da vida, e que os comportamentos de risco não estão necessariamente ligados à idade. Falar de IST's é também reconhecer que fomos pouco preparados para lidar com os rastreios, a prevenção e a comunicação em torno da saúde sexual.
No podcast O Prazer é todo Meu, Mafalda Cruz conversa com a médica Margarida Graça Santos sobre aquilo que ainda não sabemos (ou fingimos não saber) quando falamos de IST. A conversa deixou claro que este não é um problema “dos jovens”, nem de nichos específicos: é um tema de saúde pública que atravessa idades, géneros e estilos de vida.
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A contraceção hormonal foi uma das maiores transformações médicas e sociais do século XX. Permitiu às mulheres ter controlo sobre a sua fertilidade, planear a maternidade e tomar decisões sobre o seu percurso académico e profissional.
No entanto, apesar dos avanços científicos e da diversidade de métodos atualmente disponíveis, continuam a persistir dúvidas, mitos e desigualdades na forma como a responsabilidade contracetiva é assumida. Nos dias de hoje, fará sentido que as conversas sobre contraceção girem em torno das mulheres?
No podcast O Prazer é Todo Meu, a convidada desta semana é Teresa Bombas, ginecologista-obstetra, membro da Sociedade Portuguesa de Contraceção e Presidente da Sociedade Europeia da Contraceção e Saúde Reprodutiva. Fala sobre os principais métodos contracetivos, o impacto da pílula na sexualidade, os riscos reais da contraceção hormonal e a desigualdade persistente na responsabilidade contracetiva. E deixa uma mensagem clara: “a maioria das mulheres está bem com os contracetivos hormonais”.
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Durante anos, falou-se mais de risco do que de prazer. Mais de função sexual do que da possibilidade de desfrutar da experiência. Mas falar de sexualidade sem falar de prazer é contar apenas parte da história.
No episódio “Será mesmo com todo o prazer?”, Mafalda Cruz recebe Nuno Louro, médico urologista dedicado à andrologia, e Iolanda Fontaínhas, socióloga e investigadora na área da sexualidade conjugal, para uma conversa sobre excitação, orgasmo e prazer sexual.
A resposta sexual humana é frequentemente dividida em fases — desejo, excitação e orgasmo — mas essa organização, embora útil, está longe de explicar toda a complexidade da experiência sexual. A excitação não é apenas uma resposta física: envolve o cérebro, o contexto, a relação e a forma como fomos ensinados a viver o corpo.
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“O que é o sexo” ou “como é que se fazem os bebés?”, são perguntas que os filhos fazem e que normalmente, são difíceis de responder.
Embora a maioria dos pais concorde que a educação sexual é necessária, os estudos mostram que estas conversas raramente acontecem em casa. Quando os jovens não têm acesso a educação sexual adequada à sua idade e baseada em evidência, proveniente de fontes e adultos de confiança, acabam por aprender com aquilo que encontram online, que em muitos casos é pornografia.
Portanto, surge uma pergunta importante: queremos ser nós a explicar, ou deixar que sejam os outros? Este episódio do podcast O Prazer é Todo Meu é dedicado a este tema. A médica e sexóloga Mafalda Cruz conversa com o pediatra Hugo Rodrigues sobre um dos maiores desafios da parentalidade contemporânea: quando e como falar com os filhos sobre sexualidade.
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O desejo é a experiência de querer. Sentimos desejo quando antecipamos e ansiamos algo. E esse algo pode ser uma pessoa, uma sensação, uma experiência… ou aquela comida de conforto acabada de sair do forno.
No cérebro, o desejo envolve sobretudo o sistema límbico e o córtex pré-frontal, áreas envolvidas nas emoções, motivações e na forma como planeamos o nosso comportamento. No desejo estão também envolvidas hormonas como a testosterona, e neurotransmissores como a serotonina e a dopamina. E se fosse só isto, até seria simples. Mas não podemos esquecer todos os fatores psicológicos, culturais e sociais que estão por trás do desejo sexual.
Falar sobre desejo é reconhecer que fomos pouco preparados para lidar com as suas flutuações. É também perceber que o contexto em que vivemos, o sexo que temos e a vida que levamos podem efetivamente matar o erotismo.
No segundo episódio do podcast O Prazer é Todo Meu, Mafalda Cruz conversa com a psicóloga clínica e sexóloga Ana Alexandra Carvalheira sobre uma das experiências mais complexas da sexualidade humana: o desejo.
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No primeiro episódio do podcast O Prazer é Todo Meu, Marta Crawford fala sobre o que ficou por ensinar na escola: sexo, prazer, consentimento e comunicação. Ouça aqui o novo podcast do Expresso. Alguma vez se perguntou porque se sente assim, como dizer “não” ou se deve falar sobre o que o magoa? Associamos a educação sexual apenas a infeções sexualmente transmissíveis, contraceção ou ao funcionamento do corpo. Mas é muito mais do que isso.
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Falar de sexualidade sem vergonha, com tempo e com conhecimento. 'O Prazer é Todo Meu' é um podcast apresentado por Mafalda Cruz, médica e sexóloga, que questiona o que achamos que sabemos e abre espaço à educação sexual que nunca tivemos. Com especialistas e convidados especiais, desmontam-se mitos à luz da ciência e da experiência clínica. Porque ter informação é ter autonomia para saber escolher, saber dizer sim e saber dizer não, siga o podcast no Expresso ou na sua app preferida e junte‑se à conversa. Todas as semanas, à terça-feira, novos episódios. O primeiro sai dia 21 de abril.
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