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  • Os principais executivos das big techs ocuparam as primeiras fileiras durante a posse presidencial de Donald Trump em 2025, escancarando uma aliança guiada por interesses econômicos que vinha sendo construída nos bastidores há muito tempo. O quinto e último episódio da série documental Ctrl+Fake, “Fatos artificiais, futuros sintéticos”, investiga o que esse pacto significa para o futuro da regulação digital.

    O episódio examina como executivos de empresas como Meta, Google e X articularam estratégias para influenciar o debate público e resistir a marcos regulatórios ao redor do mundo. Sob o pretexto de defender a liberdade de expressão, essas empresas passaram a atuar diretamente contra iniciativas legislativas em diferentes países, inclusive no Brasil, onde projetos como o “PL das Fake News” e o Marco Legal da IA enfrentam resistência direta.

    O episódio também reconstrói o caso do tarifaço americano contra o Brasil, apresentado inicialmente como resposta a uma suposta perseguição judicial contra a direita promovida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Mais tarde, o conflito se revelou como uma disputa comercial e geopolítica que ia muito além da família Bolsonaro.

    Tai Nalon, diretora executiva do Aos Fatos e apresentadora da série, discute ainda o cenário regulatório global, da revisão do artigo 19 do Marco Civil da Internet no Brasil à Lei de Serviços Digitais da União Europeia, abordando a disputa por minerais críticos e a corrida pela primazia da inteligência artificial.

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    00:00 Introdução

    01:41 Capítulo 1 - Viciados nos próprios produtos

    05:37 Capítulo 2 - Das redes à realidade

    11:00 Capítulo 3 - O tarifaço e o julgamento

    22:27 Capítulo 4 - Regulação, o cerne da questão

  • Em 8 de janeiro de 2023, dezenas de milhares de pessoas avançaram sobre a praça dos Três Poderes e promoveram a depredação do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Brasília estava sitiada, e o país encarava, ao vivo, as suas próprias ruínas.

    O ataque aos edifícios que representam o sistema democrático não era uma expressão orgânica do descontentamento de uma parcela da população. A ação violenta na capital federal foi, ao invés disso, resultado de uma escalada golpista e produto de um ciclo de desinformação, acelerado à potência máxima em 2022, conforme mostra a diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, no quarto episódio de Ctrl+Fake.

    A desconfiança contra o sistema eleitoral brasileiro antecede o governo de Jair Bolsonaro. O ex-presidente, no entanto, transformou o descrédito nas eleições em sustentáculo da sua retórica antissistema. Na campanha de 2018, Bolsonaro já fazia acusações infundadas de fraude nas urnas. Ao longo de seu mandato, conforme o Aos Fatos apurou, ele viria a repetir mentiras sobre o tema pelo menos 350 vezes.

    Em 2022, essas alegações infundadas serviriam como pretexto para uma tentativa de golpe de Estado. Na Presidência, Bolsonaro utilizou o aparato oficial do Estado para difundir mentiras sobre o sistema eleitoral e espionar ilegalmente opositores. Enquanto isso, nas redes sociais, a desinformação golpista prosperava por meio de um ecossistema de influenciadores.

    No episódio completo, relembre os fatores que levaram à condenação de Jair Bolsonaro e entenda o papel da desinformação na tentativa de golpe.

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    00:00 Introdução

    06:06 Capítulo 1 - Pré-2022

    08:58 Capítulo 2 - O link com os Estados Unidos

    16:14 Capítulo 3 - Enquanto isso, no Brasil

    22:55 Capítulo 4 - O ineditismo brasileiro

    33:33 Capítulo 5 - A democracia em disputa

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  • Três anos após o fim da pandemia de Covid-19, os efeitos da maior emergência sanitária do século ainda podem ser sentidos. No terceiro episódio de Ctrl+Fake, regressamos a esse período traumático para entender por que e como, no Brasil, a ciência foi preterida e a desinformação foi abraçada como estratégia institucional para lidar com o vírus – deixando mais de 700 mil mortos como resultado.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 uma pandemia em março de 2020. O fim da emergência global só viria em maio de 2023. O período coincide com a maior parte do governo de Jair Bolsonaro. Diante do vírus, o ex-presidente e sua base política responderam semeando o desprezo aos dados e ao consenso científico. A Presidência tentou maquiar os números de infectados e mortos; promoveu tratamentos ineficazes; desafiou as medidas de isolamento indicadas por especialistas e retardou a compra de vacinas. Ao longo da pandemia, Aos Fatos catalogou ao menos 2.600 declarações enganosas do então presidente sobre a doença.

    Com isso, a desinformação não apenas agravou a crise, como também contribuiu para prolongá-la, dificultando a adesão à vacinação e enfraquecendo a confiança nas instituições.

    As consequências não se limitaram à saúde. A atuação de autoridades negacionistas durante o período do surto expôs como a manipulação da informação pode ser usada como instrumento de poder, com consequências diretas na estabilidade democrática global.

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    00:00 Introdução

    05:53 Capítulo 1 - O discurso anticiência

    10:25 Capítulo 2 - A reunião de 22 de abril

    17:03 Capítulo 3 - A cloroquina

    20:18 Capítulo 4 - A instrumentalização das redes

    31:05 Capítulo 5 - A política do ressentimento

  • No segundo episódio de “Ctrl+Fake”, investigamos de que forma discursos simplistas e desinformativos ganharam força nas redes sociais como suposta solução para problemas complexos – e quais foram as implicações desse processo na política brasileira.

    Para isso, é preciso retornar a quinze anos atrás, quando algumas pautas consideradas progressistas ganhavam espaço inédito no país. Em 2011, o Supremo reconheceu a união estável de casais do mesmo sexo. Em 2012, foi instituída a Lei de Cotas. E no mesmo ano, a Lei Maria da Penha foi declarada constitucional.

    Enquanto isso, ascendiam discursos aditivados por curtidas e compartilhamentos. Em 2013, protestos iniciados contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo viraram um aglutinado de demandas. A insatisfação popular foi, nesse momento, revertida em uma rejeição a partidos e à política em si.

    Em meio a uma crise econômica, ao escândalo da Lava Jato e à baixa popularidade do governo Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro ganhou projeção ao usar como alavanca nas redes sociais o pânico moral e a desinformação.

    Um exemplo notável é o caso do “kit gay”, como ele rebatizou um projeto que visava combater a homofobia nas escolas. A retórica que desprezava os fatos funcionou: em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República. As regras do jogo político nunca mais voltariam a ser as mesmas.

    No episódio completo, saiba como as redes sociais não apenas reconfiguraram as forças de poder no Brasil, mas se converteram por si só em agentes políticos.

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    00:00 Introdução

    03:41 Capítulo 1 - Pré-2013

    05:19 Capítulo 2 - Construção de espantalhos

    12:33 Capítulo 3 - O lavajatismo

    14:44 Capítulo 4 - As pautas morais

    18:37 Capítulo 5 - A eleição da facada

  • Na internet dos anos 2020, indígenas gerados por IA vendem remédios falsos; médicos negacionistas empurram suplementos para “virar macho alfa”; grupos supremacistas se organizam sem qualquer cerimônia e posts espalham a ideia golpista de que a Constituição permite que as Forças Armadas anulem eleições.

    Mas como chegamos até aqui?

    Essa é uma das perguntas do primeiro episódio de Ctrl+Fake, série documental que narra em cinco episódios a ascensão da desinformação digital como projeto de poder.

    No episódio que inaugura a série, a diretora executiva do Aos Fatos, Tai Nalon, explica como conceitos como fake news, censura e liberdade de expressão foram capturados por noções de mundo que as plataformas digitais, ao longo de pelo menos uma década, conseguiram metrificar e perfilar.

    Tudo isso só foi possível após uma transformação profunda na forma como nos relacionamos com a realidade compartilhada.

    Neste episódio, entenda como a ascensão de algoritmos de recomendação alavancaram o crescimento da desinformação online – e como esse processo foi instrumentalizado por projetos de poder antidemocráticos.

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    (00:00) Introdução

    (06:29) Divulgação - Medo e Delírio em Brasília

    (06:59) Capítulo 1: Quando tudo era mato

    (11:31) Capítulo 2: A internet nunca foi terra de ninguém

    (15:13) Capítulo 3: A vida metrificada

    (20:07) Capítulo 4: A indústria da mentira

    (28:26) Capítulo 5: O projeto de poder do Vale do Silício

    (30:58) Créditos e dedicatória

    Créditos da equipe

    Direção: Tai Nalon

    Roteiro: Tai Nalon e Alexandre Aragão

    Produção: Natália Sampaio

    Assistentes de produção: Bárbara Martins e Bruna Leite

    Produção executiva: Tai Nalon

    Co-produção: Bernardo Moura, Gisele Lobato, Guilherme Alpendre e Luiza Barros

    Direção de fotografia: Allan Cristian

    Design de produção: Méuri Elle

    Edição: Natália Sampaio

    Assistentes de edição: Bárbara Martins e Bruna Leite

    Pesquisa: Amanda Ribeiro, Bárbara Martins, Bruna Leite e Natália Sampaio

    Reportagem: Amanda Ribeiro, Gisele Lobato e Tai Nalon

    Efeitos visuais: Méuri Elle, Natália Sampaio e Rodolfo Almeida

    Operadores de câmera: Allan Cristian e Natália Sampaio

    Mixagem de som: João Guilherme Lacerda

    Maquiagem e cabelo: Vanessa Andrea

    Consultoria jurídica: Mourão e Ventura Advogados