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  • Como se define, afinal, a direita portuguesa? Durante décadas, parece ter sido mais pela reação do que pela afirmação: reagindo à esquerda, tentando libertar-se da memória do Estado Novo e disputando permanentemente a interpretação da sua própria história.

    Rui Ramos é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, especialista em história política e cultural de Portugal dos séculos XIX e XX, historiador, ensaísta e coautor, com João Miguel Tavares, do podcast E o Resto é História.

    Para compreender a direita portuguesa, Rui Ramos percorre a sua história, as influências francesas e anglo-saxónicas, o legado de Francisco Sá Carneiro, a evolução do pós-25 de Abril e as transformações mais recentes, marcadas pelo aparecimento de novos partidos e por uma redefinição do espaço de combate político e intelectual.

    À medida que regressam diferenças políticas mais marcadas, regressa também o debate sobre a polarização. Rui Ramos convida a inverter a pergunta: e se aquilo que distingue a democracia não for a ausência de conflito, mas a capacidade de o acomodar? A possibilidade de projetos diferentes disputarem legitimamente o espaço público, de ouvirmos ideias de que não gostamos e de reconhecermos ao adversário político o mesmo direito de procurar convencer os eleitores.

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  • A direita europeia é uma família que cresce, mas que continua fragmentada. Entre o crescimento dos partidos nacional-conservadores, as vulnerabilidades do espaço político tradicional e as novas clivagens culturais e geopolíticas, conseguirão as várias direitas europeias encontrar um terreno comum?

    João Marques de Almeida é doutorado em Relações Internacionais e Ciência Política pela London School of Economics e alguém que sabe do que fala quando se fala de Europa: trabalha há 20 anos, fora de Portugal, em temas europeus, geopolíticos e geoeconómicos e foi assessor do Presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso entre 2006 e 2012. E é também alguém que sabe do que se fala quando se fala de direita, espaço a que pertence desde sempre. A partir do campo liberal-conservador, mas consciente do tanto que mudou na Europa, à esquerda e à direita, nas últimas décadas, João Marques de Almeida defende a importância da liberdade individual, da economia de mercado e da propriedade privada, sem esquecer os temas da imigração e da identidade que se tornaram determinantes no debate, e no combate, político. E continua a ser à esquerda, e não à direita, que vê as maiores ameaças à liberdade.

    Tentando compreender como se desenrola, na Europa, a atual luta pela alma e liderança da direita, um combate que é político mas também intelectual, neste episódio passamos pela França, pelo Reino Unido, pela Alemanha e pela Itália. E por lideranças do passado, do presente e possivelmente do futuro, como Angela Merkel, Emmanuel Macron, Giorgia Meloni ou Jordan Bardella.

    E, claro, falou-se de Europa e do projeto europeu que não deve, segundo João Marques de Almeida, ser abandonado, mas antes reformado, num contexto geopolítico e geoeconómico que é particularmente desafiante.

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  • À Direita começa com uma viagem a 2016, o ano zero da nova direita. A eleição de Donald Trump transformou o panorama político americano, abriu um horizonte de possibilidades para o nacional-populismo europeu, e pôs em causa décadas de consensos que se julgavam inabaláveis.

    Neste primeiro episódio de À Direita, Vasco Rato e Teresa Nogueira Pinto conversam sobre a América, sobre declínio, contrarrevolução, a crise do liberalismo e o futuro da política americana. O ex-presidente da FLAD tem estado mais empenhado em compreender Trump e o Trumpismo do que em adjetivá-lo: o que é que Trump representa, o que veio fazer, e porque é que quem pensa que Trump é um interregno e tudo voltará ao que era está muito enganado.

    Vasco Rato é doutorado pela Universidade de Georgetown e professor universitário. Foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento entre 2014 e 2019 e é autor de livros como “De Mao a Xi: O Ressurgimento da China” e “Tsunami: Trump, trumpismo e a Europa”.

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  • Num mundo em mudança, a direita está a transformar-se e a fragmentar-se. Em À Direita, Teresa Nogueira Pinto conduz uma série de entrevistas para perceber que causas unem e que clivagens dividem as várias direitas, que ideias defendem e como pensam o futuro. A reflexão sobre um campo político cada vez mais determinante. De quinze em quinze dias, ao sábado de manhã, no Expresso e em todas as apps de podcast.

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