Avsnitt
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Será desta que é boa noite? Calma. Sem pressões, porque o sono pressionado não vem.
Quem sofre de insónias precoces, aquelas de início de noite, sabe que olhar para o relógio provoca apertos no coração. Que contar as horas que faltam até amanhecer acrescenta minutos à vigília. Que a entrada no quarto provoca angústia; aquele mal-estar tanto físico como psicológico que sofre quem acredita que já não sabe dormir. “O maior medo é a demência”, contam os insones ouvidos para este podcast.
No segundo episódio do podcast 'O Divórcio do Sono', abordamos a relação entre as noites mal dormidas e o défice cognitivo.
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É provável que a insónia, persistente ou episódica, atinja até 30% da população. É uma epidemia para a qual contribuímos desde que acordamos. Nós e os nossos trabalhos, nós e as nossas preocupações pessoais, profissionais, antecipadas e imaginárias.
Nos últimos anos aditivámos a insónia com um role de séries no streaming e um feed de stories no Instagram, mais as fotos das caminhadas no Facebook e os whatsapps das amigas, para não falar das mensagens do chefe e dos grupos e grupetas para ir à praia, para ir jantar, as amigas de uma vida e as mais recentes, além do grupo do condomínio e da associação de pais. Mensagens que queremos ver e outras que dispensávamos. Vemos tudo e de tanto querer ver acabamos as noites de olhos abertos.
Se passa noites em claro, o podcast ‘O Divórcio do Sono’ pode ser-lhe útil. Ouça aqui o primeiro episódio sobre as causas da insónia e a importância de uma boa noite de sono.
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Saknas det avsnitt?
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A ciência tem deitado por terra muitos aforismos populares. Que dormir é uma perda de tempo. Que quem se deita a dormir, acaba a pedir. Que há tempo para dormir quando se morre. E não dormindo, morre-se mais depressa?
O Divórcio do Sono é um podcast narrativo original de Amélia Moura Ramos sobre os mistérios do sono e as noites em claro, com sonoplastia de Salomé Rita. Se não lhe parecer interessante, talvez seja útil. Com sorte, deixa-se dormir.
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Numa altura em que várias antigas potências coloniais pedem desculpa ou devolvem património aos territórios anteriormente colonizados, Portugal, assim como Espanha e a coroa britânica, ficam em silêncio sobre o seu passado esclavagista e colonizador. Mas fará algum sentido apresentar desculpas por erros dos antepassados? A temática dos perdões e das reparações históricas marca este quarto e último episódio de Pretérito Imperfeito, um podcast sobre os Descobrimentos à luz do século XXI da jornalista da SIC Amélia Moura Ramos.
Veja a Grande Reportagem na OPTO.
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A 24 de fevereiro de 2023 foi inaugurado, com alguma pompa, porque na circunstância estiveram presentes o Presidente da República e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o renovado jardim da Praça do Império, em Belém. Os controversos buxos de jardim que desenhavam os brasões das antigas colónias portuguesas foram substituídos por pedra de calçada. Tornaram-se perenes, 62 anos após terem sido esculpidos pelos ditos jardineiros e na altura -1961- em que começava a guerra colonial.
No século XXI persistem os símbolos coloniais, mas o que tem o país para contar sobre o seu passado esclavagista?
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Descobrimentos ou descobertas. As designações que Portugal deu à expansão marítima foram aceites, sem contestação, por várias gerações. Uma história propagada nos manuais escolares, na opinião pública e publicada, e que só conhecia um narrador: o país desbravador do Atlântico. Na viragem deste milénio, sobrepõem-se outras vozes, a dos descendentes das pessoas escravizadas e a voz daqueles que rejeitam um relato unívoco do passado colonial. As façanhas de quinhentos ganharam um travo a culpa e ressentimento que não era evidente nas comemorações dos 500 anos da viagem de Pedro Álvares Cabral, nem nos festejos dos 500 anos da viagem de Vasco da Gama até à Índia.
Portugal, pioneiro das aventuras oceânicas, terá para sempre de conviver com outro Portugal, o do pioneirismo no comércio escravo transatlântico. Como se harmoniza, na atualidade, a culpa e o orgulho num país que dando mundos ao mundo, mudou esses mundos à força?
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Quando zarpou de Lisboa, a 27 de abril de 1794, o São José, paquete de África, deveria aportar em três continentes e, nessa triangulação, transportar e comerciar variadas mercadorias, entre elas mais de 500 escravos embarcados em Moçambique com destino ao Brasil. Nunca lá chegou. A 27 de dezembro do mesmo ano, perdeu-se o paquete e a carga num naufrágio ao largo da baía de Clinton, na África do Sul. A história oral dessa catástrofe passou de geração em geração, mas só neste milénio estão a ser recuperadas as provas do naufrágio, um de muitos que aconteceram durante o período da escravatura transatlântica. No primeiro episódio de Pretérito Imperfeito navegamos nessa história, ainda em investigação.
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'Reparações', 'desculpas póstumas' e 'devoluções' são os parâmetros que no século XXI delimitam o debate sobre a era dos Descobrimentos. Portugal, pioneiro das aventuras oceânicas, terá para sempre de conviver com outro Portugal, o do pioneirismo no comércio escravo transatlântico. Como se harmoniza, na atualidade, a culpa e o orgulho num país que, dando mundos ao mundo, mudou esses mundos à força? 'Pretérito Imperfeito' é um podcast narrativo, de quatro episódios, da jornalista da SIC Amélia Moura Ramos. Estreia a 7 de agosto em todas as plataformas.
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